De todas as Ilhas do litoral do Espírito Santo o Arquipélago das Três Ilhas é o que fascina mais os turistas e visitantes. Está localizado a 3 Km da praia do Parque Estadual Paulo Cesar Vinha em Guarapari. Apesar do nome Três Ilhas, na verdade é formado por cinco: Ilhas Guararema, Leste-Oeste, Guanchumbas, Cambaião e Quitongo, ilha onde está instalada a base de apoio.

APA de Setiba

Em 1994 foi criada a Área de Proteção Ambiental das Três Ilhas, atualmente denominada Área de Proteção Ambiental Paulo Cesar Vinha ou APA de Setiba, incluindo, além da parte marinha, do arquipélago e das ilhas adjacentes, uma faixa de terra atuando como zona tampão nas áreas circundantes ao Parque Estadual Paulo Cesar Vinha, totalizando uma área de 12.960 ha e tem como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.

Administração

O Arquipélago faz parte da APA de Setiba, que desde 1996 é administrada por um grupo formado por 25 instituições Governamentais e Não-Governamentais, composto por três Grupos de Trabalho que desenvolvem atividades de conservação e recuperação ambiental, fiscalização, controle e orientação do desembarque, de visitantes e fiscalização da pesca. Atualmente a APA vem sendo administrada por um Conselho de Gestão através da Lei Estadual n.º 5.651, de 23 de maio de 1998.

Flora

O grande índice de visitação ao Arquipélago nos últimos anos não tem afetado a conservação da vegetação nativa, graças a orientação e fiscalização contínua ali desenvolvida. Pode se observar várias espécies de cactos, bromélias, leguminosas, etc.Através do projeto Conservação e Recuperação de Ecossistemas Costeiros desenvolvido pela Avidepa, tem-se recuperado as ilhas do arquipélago retirando-se as espécies exóticas e plantando espécies nativas de ecossistemas costeiros que são produzidas no viveiro do Parque Estadual Paulo Cesar Vinha.
Dentre as espécies nativas podemos citar: Myrsine umbellata (Capororoca), Allagoptera arenaria (Guriri), Schinus terebinthifolius (Aroeira), Guapira pernambucensis (Guapira), Jacquinia brasiliensis (Pimenteira), que consta na Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção (Portaria IBAMA n.º 06-N, de 15 de janeiro de 1992).

Fauna

O arquipélago possui aves marinhas e continentais sendo um importante local para descanso e alimentação. Das aves continentais podemos citar o carcará (Polyborus plancus), urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus) e outros. Das aves marinhas encontramos a Andorinha-do-Mar-do-Bico-Vermelho (Sterna hirundinacea), a Andorinha-do-Mar-do-Bico-Amarelo (Sterna eurygnatha), o maçarico (Haematophus paliatus) e outros. A fauna terrestre é composta por répteis e anfíbios como pererecas que habitam as bromélias e também uma grande diversidade de insetos.
O Arquipélago abriga uma grande diversidade de peixes, equinodermas (estrelas-do-mar, ouriços), moluscos (polvo, mexilhões), crustáceos (lagostas, caranguejos), corais e outros organismos marinhos que devem ser melhor protegidos dos exploradores, evitando o desaparecimento de espécies daquele ecossistema.

Ao visitar a ilha

Nas ilhas Quitongo (onde tem a base de apoio) e Cambaião, o desembarque diurno é permitido. Não sendo permitido o pernoite sem autorização prévia. Nas Ilhas Guararema, Leste-Oeste e Guanchumbas, o desembarque só é permitido com autorização.